segunda-feira, 20 de junho de 2011

Ultrassecretos ou Inacessíveis?

Para ler e pensar...





Quem já guardou um segredo sabe que essa é uma tarefa relativamente difícil, ainda mais quando envolve outra pessoa ou pessoas. E um país então? Será que poucas pessoas têm o direito de esconder segredos de sua própria nação?

Em 2009, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional um projeto sobre documentos sigilosos. No ano seguinte, a Câmara aprovou o texto com uma mudança importante que possibilitava a renovação do prazo de sigilo por apenas uma vez. O que está acontecendo hoje é que está se tentando derrubar esse prazo e estabelecer uma indeterminação desse limite de tempo.



O apoio à aprovação no Congresso Nacional da Lei de Acesso à Informação Pública pela presidente Dilma Roussef gerou, obviamente, muitas divergências. Ophir Cavalcante, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), desprovou o posicionamento da presidente. Segundo a OAB, isso permitirá que os documentos públicos continuem indeterminadamente em segredo. Para José Sarney, presidente do Senado, "nós não podemos fazer WikiLeaks da história do Brasil, da construção das nossas fronteiras. Quanto a documentos atuais, eu não tenho nenhuma restrição. Acho que devem ser abertos". Detalhe: no dia anterior, ele defendeu que documentos históricos deviam ser mantidos em segredo por tempo indeterminado.


Já o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia acredita que o material sigiloso deve ser liberado de forma gradativa. A confusão parece estar armada. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, promete ingressar com nova ação direta de inconstitucionalidade (ADIN) contra esta proteção aos documentos caso a iniciativa seja levada em diante, pois isso fere o direito à informação assegurado pelo artigo 5º da Constituição Federal.


São muitos os questionamentos a respeito. O coordenador do Arquivo Público do Estado de São Paulo, Carlos Bacellar, diz que “o sigilo eterno é um problema. Alguém declara que um documento qualquer merece esse status, e os cidadãos não sabemos se merecem ou não. Não é um ato transparente, é um ato de fechamento. O que há de tão comprometedor? Quão grave? É grave para quem?”


As indagações de Bacellar são pertinentes e acrescento ainda outras: Existem arquivistas envolvidos na elaboração dessa lei? E as leis anteriores que regularizam isso? O que realmente contém essa documentação?E o papel e posicionamento do arquivista diante disso tudo?

Aprovado ano passado pela Câmara, o Projeto de Lei 41 de 2010, visa dar fim a decretos que estenderam o prazo de abertura dos arquivos públicos. Além de não restringir renovações dos documentos ultrassecretos, a norma atual estabelece o prazo de 30 anos para a abertura de arquivos secretos, 20 anos para os confidenciais e dez para os reservados.


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Postado por: Fabrício Carpaneda

domingo, 19 de junho de 2011

Atividade obrigatória para o feriadão...

A atividade em grupo da semana consiste em:

- Criar/montar um exemplo de formulário para análise diplomática e tipológica. O formulário em questão deverá ser utilizado para a análise do documento escolhido.
- Explicar/definir cada campo;


Esta atividade é obrigatória e em grupo;
Deve ser postada até o dia 29/06/2011, às 23:59, em seu respectivo blog;

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Adrielly Torres

Bom feriado, galera. (:


Atividade extra para o feriadão...

Ao navegar pela 'net', me deparei com uma reportagem do G1, aqui, que dizia mais ou menos assim: "(...) o arquivo de Albert Einstein será digitalizado e disponibilizado na internet dentro de um ano. O arquivo contém mais de 80 mil documentos do cientista judeu (...)". Até aí, tudo bem. Mas, o que mais me chamou atenção foi a afirmativa do diretor do "Arquivo Albert Einsteins", da Universidade Hebraica, que dizia "é a coleção mais importante de seus documentos e uma coleção importante da história do século 20". Além do mais, a reportagem afirmava que a coleção inclui cadernos de pesquisa, correspondências e artigos.
Eu não sei se foi culpa da tradução para o português, mas o fato é: o arquivo pessoal de Albert Einsteins não é uma coleção. Uma coisa é o cara ter uma colação de latinhas de cerveja ou de a menina ter uma coleção de bonecas. Mas, querer dizer que um fundo arquivístico pessoal e uma coleção são a mesma coisa, aí é demais para o meu coração. Rs!
Vale ressaltar que a coleção (a reunião artificial de documentos que apresentam alguma característica em comum) difere do fundo de arquivo pela ausência de organicidade. Assim, um fundo arquivístico apresenta subdivisões orgânicas, onde os documentos de arquivo são organizados em séries. Já em uma coleção o máximo que podemos ter é uma organização baseada em um sistema de ordenação geográfico, cronológico, onomástico, entre outros.

Assim, venho propor uma atividade extra.

1. Discuta a diferença entre arquivo pessoal e coleção.

2. Quais são as principais espécies documentais que aparecem nos arquivos pessoais?

3. Como discutir a tipologia nos arquivos pessoais?

4. Suponha que uma instituição pública receba documentos que não são de arquivo, mas que estão inseridos no fundo de determinada pessoa. O que ela deve fazer com relação a esses documentos sob a sua custódia?

Essa atividade é opcional e individual;
Prazo: até o dia 26/06/2011, às 23:59.

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Adrielly Torres

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Silvio Santos não morreu...

Todos já estão cansado de saber que, diariamente, circulam na internet milhões de notícias falsas, o que deixa muitas pessoas inseguras e sem saber em quais informações realmente devem acreditar. Prova disso é que, há mais ou menos 2 anos, um famoso site de fofoca notícias, OFuxico, parceiro do grande portal Terra, publicou matéria informando que Silvo Santos havia falecido naquela noite de sexta-feira. Logo em seguida, porém, o site ficou fora do ar por vários minutos. E, então, voltou com uma nota de esclarecimento informando que o site havia sido invadido e que tal notícia era falsa (além de lamentar os incovenientes causados e informando que o Silvo Santos estava muito bem).

Então, vamos ao que realmente interessa...
A atividade optativa da semana consiste em:

1. Analisar diplomática e tipologicamente as três situações a seguir.

- Notícia publicada no site Ofuxico sobre a morte de Silvio Santos;


- E-mail que circulou pela internet sobre a morte de Silvio Santos;


- Nota de esclarecimento publicada no site Ofuxico comunicando que a notícia era falsa;


2. Discutir sobre os conceitos de autenticidade e integridade dos documentos eletrônicos. Lembrando que esses dois conceitos são pressupostos fundamentais para que os documentos eletrônicos tenham força probante.

Esta atividade é individual e optativa;
Deve ser postada na parte de comentários até o dia 19/06/2011, às 23:59;

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Adrielly Torres

terça-feira, 14 de junho de 2011

Lattes e a Pesquisa Científica no Brasil

Fonte: www.ano40.unicamp.br

Há cerca de uma semana, por meio de um Decreto Federal, o acervo documental privado de César Lattes foi declarado de interesse público e social. Mas peraí! Se a única coisa que você sabe sobre Lattes é que ele serve de nome a uma plataforma curricular ou nem mesmo isso, você não pode deixar de ler esse post.

Cesare Mansueto Giulio Lattes revolucionou o estudo da física no país. O pesquisador, um dos maiores cientistas brasileiros, estudou na USP e seguiu para Londres onde aos 23 anos descobriu o que muitos pesquisadores da Europa e Estados Unidos tentavam há muito identificar: a partícula méson pi (ou píon).

Logo após, escreveu um artigo científico que relatava sua descoberta sobre a tal partícula responsável pelo comportamento das forças nucleares. A partir de então sua carreira deslanchou e lhe proporcionou diversos prêmios, dos quais podem-se destacar o Prêmio Einstein (1950), o Prêmio Fonseca Costa, do CNPq -Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (1958), a Medalha Santos Dumont (1989), a Medalha comemorativa dos 25 anos da SBPC e placa comemorativa dos 40 anos dessa sociedade, o símbolo do Município de Campinas (1992), além de uma indicação ao Nobel de Física em 1950.


Um pequeno acervo informacional virtual sobre o pesquisador é disponibilizado pela Unicamp. Lattes acabou deixando suas marcas não apenas na área da Física, mas em diversos campos do saber. Sua contribuição pode ser sentida ainda hoje até mesmo nas agências nacionais de incentivo à pesquisa. O CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), por exemplo; dentro de diversas ações relevantes, criou um banco de dados de pesquisadores baseada no uso de currículos, denominado de currículo lattes. Essa base de dados lançada em 1999 serve de modelo e também referência no que tange à pesquisa científica no país. Estima-se que hoje existam mais de 100 mil currículos cadastrados na plataforma Lattes.

Apesar de tudo, o que mais intriga é como o incentivo à pesquisa científica no Brasil ainda precisa ser melhorado. Pesquisadores que dedicam uma vida inteira aos estudos e ao desenvolvimento do país passam, na grande maioria das vezes, incógnitas até mesmo no meio científico. A que será que se deve isso? Falta de apoio governamental à pesquisa? Falta de reconhecimento por parte da população? Falta de interesse? Não se sabe...

E em relação aos aspectos arquivísticos, o que é necessário e o que significa dar a um acervo privado o status de acervo de "interesse público e social"? Quais implicações isso acarreta ao seu custodiador e ao próprio acervo em si? O que garante que ele seja organizado da maneira mais adequada?

Ainda sim parece haver uma razão incompreensível em se continuar desenvolvendo pesquisa no Brasil. É mais que merecido declarar de interesse público e social o acervo documental privado de César Lattes. No entanto, não é o suficiente para que ele e sua obra ganhem a repercussão e o "interesse" que de fato merecem.

Como pode se perceber, aquele que desenvolve uma pesquisa tem desafios que vão muito além do seu objeto de estudo. O pesquisador na verdade é um desafiador, desafia a si, o mundo e a cada um a buscar respostas ou ainda maiores indagações e pontos de vista sobre determinado assunto.


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Postado por: Fabrício Carpaneda

sábado, 11 de junho de 2011

E começa o trabalho final...

Copiada do site 'administrando você', aqui.

Boa noite, meu povo.
Após as discussões e os esclarecimentos em sala, vamos ao que realmente interessa: o nosso 'querido' trabalho final. E, para isso, nada melhor do que uma bela atividade em grupo para começar a esquentar o bagulho (rs!).

Brincadeiras a parte, a atividade em grupo da semana consiste em:

- Apresentar o documento escolhido (fazer breve comentário sobre o documento; não é necessário ter imagem, vídeo ou seja lá ou que for desse documento);
- Definir as fontes de informações utilizadas para pesquisar sobre o documento escolhido (lembrando que não vale falar sobre a internet, por exemplo);
- Discutir como esse documento escolhido é utilizado em outras universidades (ou se outra espécie documental é utilizada para desempenhar a mesma atividade);

Atividade obrigatória;
Postar a atividade no seu respectivo blog até o dia 17/06/2011, às 18:59.

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Adrielly Torres

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Um documento para chamar de meu.


Boa noite, galera.
Seguem as principais orientações para o trabalho final. Lembrem-se, principalmente, que: os documentos escolhidos devem ser documentos de arquivo, típicos de universidades e que sejam utilizados na Universidade de Brasília.

1. Começo.
- Capa;
- Identificação do grupo;
- Identificação da instituição de ensino;
- Título do trabalho;
- Sumário;
- Proposta de trabalho;
- Introdução;

2. Meio.
- Realizar um esboço de análise diplomática e tipológica do documento escolhido de acordo com Luciana Duranti (lembrem-se que ela propõe o estudo dos documentos por partes - física e intelectual - e que ela trabalha a questão da autenticidade e da veracidade).
- Realizar um esboço de análise diplomática e tipológica nos moldes de Mariano Ruipérez (texto já encaminhado para todos os alunos);
- Fazer um esboço de plano de classificação (sugestão: texto de André Lopez);
- Contexto dos documentos e da instituição/produtor/titular;
- Pensar no uso histórico desse documento (se a sua função está sendo cumprida ou como ela está sendo cumprida);

3. Fim.
- Discussão sobre os resultados;
- Indicação de como o trabalho pode ajudar na discussão dos documentos contemporâneos;
- Referências bibliográficas;


Lembrando que o prazo final para entrega é dia 15 de julho às 18:59.
Os critérios descritos acima são obrigatórios.
Qualquer dúvida, por favor, nos procurem. No mais, mãos a obra.

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Adrielly Torres

domingo, 5 de junho de 2011

Desafio da semana.

Copiado do Blog Vital

Nossos amigos do blog Diplomática na Copa acabam de lançar um desafio intrigante para seus coleguinhas.

A história envolve o roubo da taça do Mundo FIFA durante uma exibição pública no Westminster Central Hall, Inglaterra, quatro meses antes da Copa do Mundo de 1966. Confira AQUI.

O desafio é uma atividade obrigatória e deverá ser respondido em grupo, indicando a referida url nos comentários abaixo. O grupo proponente ficará responsável por analisar as respostas recebidas, fazendo comentários em cada uma delas.


Essa atividade deverá ser postada até o dia 10/06 às 18:59.

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Postado: Maiara Portela.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Death Note!!!???

“Mais de 100 indiozinhos no mesmo barco iam navegando pelo lago abaixo, quando algo se aproximou e o pequeno barco dos indiozinhos, infelizmente, virou.”

É pessoal, mais um caso de barco afundando em Brasília. MAS CHOQUEM!!! Dessa vez o fato não é relacionado à política. Isso mesmo, o cenário agora é outro. Agora é envolvendo o nosso lindo e artificial Lago Paranoá (ler notícia AQUI).

Não sei se vocês lembram, mas, exatamente há um ano (22/05/2010), uma lancha afundou naquele mesmo lago (Relembrar AQUI). Será uma coincidência? Destino? Conspiração?

E para não fugir a regra, quando fatos deste tipo acontecem, vem um monte de questões à tona. Está na hora de averiguar os fatos e apontar os possíveis culpados. O que aconteceu? De quem é a culpa?

Neste caso, vamos colocar nossas mentes, diplomaticamente treinadas, para funcionar e imaginar o que tenham sido os fatos, baseados em várias histórias contadas e documentos que os comprovem. 

Galera, faz de conta que a lista não sumiu em meio aquela imensidão de água, vamos imaginar que esta lista contendo os nomes dos passageiros que supostamente estavam barco não tenha afundado e que segundo informações (desencontradas) nesta lista constavam 80 nomes impressos, sendo que bombeiros calcularam que haviam mais de 100 passageiros no barco. Como foi possível tantas pessoas a mais no barco? Os depoimentos dos funcionários e dos participantes da festa serão parecidos, já que estavam no mesmo ambiente quando o fato ocorreu? 

Então, queremos deixar algumas perguntinhas para vocês:
  • Essa lista é autentica legal, diplomática e historicamente? 
  • Ela é verídica? 
  • Será que a lista pode ser utilizada como provas para as investigações ou em futuros processos (penais, indenizatórios, etc...)? 
CSI, aí vamos nós!

Prazo: Até o dia 10/06 as 18:59 hrs.

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Postado por: Fernanda de Oliveira e Victor Hugo Rosa

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A informação para a ciência da informação

Copiado de Fottus

O conceito de informação para a ciência da informação: 
uma breve reflexão
Fernandez Kenji Inazawa*

É sabido que, ao longo da história da ciência da informação, uma das grandes discussões para o seu estabelecimento como ciência repousa, fundamentalmente, em discussões teórico-epistemológicas e em mudanças paradigmáticas. São várias as razões das dificuldades em se desenvolver um corte teórico para a ciência da informação; uma delas está relacionada à sua gênese, pois a ciência da informação nasceu da documentação e a biblioteconomia, duas disciplinas eminentemente técnicas, e não teóricas, voltadas para a coleta, organização, recuperação e disseminação da informação com o propósito de atender demandas reais de usuários. Dar um tratamento técnicos aos documentos era o foco, pois era através destes que se chegava à informação. Com o crescimento vertiginoso da informação científica e do uso das tecnologias o desafio ficou ainda maior, e outras variáveis surgiram para dificultar a organização e recuperação da informação. Mais esforços foram envidados na tentativa de desenvolver sistemas mais eficazes de recuperação, o que tornou os sistemas de indexação mais precisos, mais automatizados. Premida pela necessidade de se obter soluções práticas para a recuperação da informação (r.i.), a ciência da informação encontrava dificuldades óbvias para definir de maneira abstrata o conceito de informação, pois era quase inerente relacionar documento com informação. Na prática, se recuperava documentos para se ter informação, e se buscava informação através de documentos. Isto tudo tendo em vista a era anterior à internet. Até o presente, não se chegou, através do consenso entre pares, a um conceito universal de informação para a ciência da informação que fosse aplicável a todos os ramos de pesquisa da área.
* Bibliotecário, especialista em Gestão do Conhecimento e mestrando no PPGCINF-UnB


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Proposta de atividade


Discutir o conceito de informação apresentado por Kenji à luz dos pressupostos da Arquivologia. Será que a relação informação-documentos da Ciência da Informação pode ser automaticamente transposta para os documentos arquivo, constituídos para configurar prova em função de sua organicidade e autenticidade?

Trata-se de uma atividade individual optativa para os não-alunos. 

É obrigatória para os alunos de Diplomática e Tipologia Documental 1/2011, que deverão postar as respostas nos comments daqui, até às 18h59 mim do dia 03/04/2011.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Quanto vale um documento?

É com imensa revolta que venho "apresentar" a todos um método de cobrança inusitado: o escambo. De acordo com uma reportagem do G1, o Arquivo Geral da cidade do Rio de Janeiro, ao invés de cobrar "din din", passou a exigir uma infinidade de utensílios, como panos de chão, relógio de parede, microondas e copos descartáveis, pelo acesso e pela reprodução de documentos históricos do seu acervo. Para os usuários, esse tipo de conduta é abusiva e ilegal. Para alguns funcionários, porém, é uma prática que garante o bom funcionamento da instituição.
O Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro guarda cerca de 3,5 milhões de documentos dos períodos colonial, imperial e republicano até os dias atuais. E, é claro que ele, assim como os demais arquivos públicos, podem cobrar pelo acesso e pela reprodução de suas obras, a fim de garantir uma remuneração para a conservação dos seus acervos. No entanto, é essencial que essas instituições obedeçam ao critério jurídico no que diz respeito a receber bens que sejam compatíveis com as atividades ali exercidas. Ou seja, é aceitável, por exemplo, a doação de CDs para a reprodução de imagens digitalizadas.
O que mais me impressionou, porém, foi o fato de que, na Secretaria da Cultura, ninguém viu infração no episódio. A revista Veja Rio foi atrás para saber o que os funcionários achavam desse “chá de panela” em uma repartição pública e adivinhem só? Segundo o subsecretário, Walter Santos Filho, todos os pedidos foram realizados dentro da lei e estão devidamente documentados. Perguntado se não seria um abuso pedir um eletrodoméstico em troca de uma reprodução de foto, o subsecretário respondeu: “Se o aparelho em questão for utilizado na cozinha de uso comum dos funcionários e tiver sido doado e registrado, não enxergo problema nisso”. Acho que ele só esqueceu de lembrar que a função de um arquivo não é exatamente zelar pela alimentação de sua equipe, mas, sim, manter o acervo em ótimas condições de organização para que qualquer cidadão interessado possa consultá-lo.

Reportagem G1,
aqui.
Reportagem Veja Rio,
aqui.
Imagem copiada do blog Chorik,
aqui.

Postada por: Adrielly Torres

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Diplomática e classificação

Copiado de EUSG Documentary Center
A atividade de leitura da semana, conforme indicado em aula, consiste em comparar 3 perspectivas de análise e classificação documental: o modelos de tipologia de Mariano García, o dos partidos políticos e a classificação proposta pelo Conarq.
É necessário buscar a compreensão das características de cada modelo. A atividade consiste em indicar, individualmente, nos comments deste post
  • 1 semelhança e 1 diferença relativa aos 3 modelos, não sendo aceitas repetições;
  • 1 resumo de algum comment de post anterior sobre o assunto que julgue interessante, não valendo repetição.
O prazo para a atividade é, as usual, 18h59 do dia 20/05, 6ºf

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André

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Renato Russo e os arquivos

Copiado de Oifm (Renato Russo, João Barone, Bi Ribeiro, Herbert Vianna e Dado Villa-Lobos, em algum momento dos anos 80)


Vasculhando a blogosfera diplomática me chamou atenção o último post" do Lanchonete do Roberto, o blog destacou uma música da Legião Urbana que lembra um pouco os conceitos de Diplomática. A canção é Que país é esse, do CD homônimo lançado em 1987, o trecho é o seguinte:

"Na morte eu descanso
Mas o sangue anda solto
Manchando os papéis, documentos fiéis
Ao descanso do Patrão
Que país é esse?"

O discurso eminentemente político do Renato Russo (RR) traz uma boa sacada sobre o que representam os registros arquivísticos; os documentos trazem em si o DNA das ações que os geraram, o texto pode até mentir, mas o contexto, quando explícito, entrega tudo.

Acho que o RR gostava um pouco dessa visão meio soturna dos arquivos, lembrei de outra canção em que ele também explorou o tema, a genial Petróleo do Futuro, de 1985, faixa 3 do primeiro álbum da Legião. O Riff diz bem assim:

"Filsofos suicidas
Agricultores famintos
Desaparecendo Embaixo dos arquivos"

Não há dúvidas que o trecho representa uma raivosa provocação contra a já moribunda (e foi tarde) ditadura militar. Porém incomoda que o arquivo seja representado como um lugar desses. De certa forma, acho que é, também, responsabilidade dos arquivistas o fato de os direitos das famílias dessas pessoas estarem ali para desaparecer; apodrecer, soterrados e sufocados pela falta de transparência e de vontade que está nas entranhas do nosso Estado.

Ninguém quer criar heróis, apenas colocar as coisas em seus devidos lugares. Com os arquivos seria possível julgar os responsáveis pelos crimes bárbaros cometidos por ambas as partes. Esse é um movimento que ganha força na América Latina, no Uruguai recentemente foi aprovado um projeto que anulou a Lei de Anistia do país, lá o Estado de Exceção perdurou de 1973 a 1985, a teoria é que agora sejam revistos os atos contra a Humanidade que foram cometidos na época.

Arquivo da UnB (Invasão da UnB, em 1968)

Para quem defende o argumento de que "ah, o cara só estava cumprindo ordens" , digo que até pra isso há limites e recomendo a leitura de Eichmman em Jerusalém - Um relato sobre a banalidade do mal, da Hannah Arendt. Que permite, guardadas as devidas proporções, uma visão mais aguçada a sobre a questão da responsabilidade dos indivíduos quando inseridos em movimentos políticos tão extremados, como ditadura ou guerrilha.

Mas, retomando a idéia central do post, e pra não dizer que não falei das flores, lembro que o RR também já expressou uma faceta mais lírica dos documentos de arquivo, como quando, em 1992, ele participou do àlbum Homem de Rua do Erasmo Carlos, gravando junto com o Tremendão a música A Carta (olha a espécie documental aí) que dizia bem assim:

"Escrevo-te
Estas mal traçadas linhas
Meu amor!
Porque veio a saudade
Visitar meu coração
Espero que desculpes
Os meus erros por favor
Nas frases desta carta
Que é uma prova de afeição..."

Respondam, porque a carta é uma "prova de afeição"? É só o conteúdo do texto que traz essa prova ou todas as circunstâncias que envolvem a produção do objeto 'carta'? Caberia um desafio diplomático nessa, hein? Enquanto carta é prova de afeição, carteira de habilitação é prova de que você passou por todo o processo exigido para sair dirigindo por aí; quem já escutou o Álbum "Músicas para acampamento", também da Legião, conhece a hilária introdução da música Baader Meinhof Blues, onde o RR imita a voz do policial e dos adolescentes parados numa bliz:


"-- Sai do carro garoto, mão na cabeça
-- Pô, agente não fez nada!
-- Sai do carro garoto!
-- Pô, o que que é isso?
-- Documento #@!%, não quero saber,
que papo é esse[...]"

Correto pedir a habilitação, vai que o garoto fosse o Jonhy indo tirar racha na curva do diabo em sobradinho (da canção Dezesseis, manja?). Acho interessante também a música "Perdidos no Espaço", de 1985:


"Escrevi pra você e você não respondeu
Também não respondi quando você me escreveu
Anotei seu telefone num pedaço de papel
E calculei seu ascendente no recibo do aluguel
Esqueci seu sobrenome, mas me lembro de você"


Copiado de r7. (Renato Russo, Renato Rocha, Dado, e Marcelo Bonfá)

Essa é pura Ciência da Informação-Arquivística-e-Diplomática. Além de palavras como "escrevi", "respondeu", "anotei", "telefone" "calculei", "esqueci", "lembro", todas relacionadas ao processo de cognição e também a tecnologias envolvidas na comunicação , transferência, e registro da informação; temos a citação de uma espécie documental o "recibo de aluguel" e de um suporte, o "pedaço de papel".

Seria ótimo ter mais tempo para relembrar todas as músicas da Legião (ou de outras bandas) que remetem a temas da diplomática ou da arquivística; porém ,até conseguir a ajuda de vocês, encerro com uma clássica, e pra mim insuperável, do Sérgio Reis:

"Se você pensa
Que meu coração é de papel
Não vá pensando, pois não é
Ele é igualzinho ao seu
E sofre como eu
Por que fazer chorar assim
A quem lhe ama

Se você pensa
Em fazer chorar a quem lhe quer
A quem só pensa em você
Um dia sentirá
Que amar é bom demais
Não jogue amor ao léu
Meu coração que não é de papel"


Postado por: Leonardo N. Moreira.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Mais uma atividade


O que seria de nossos primeiros documentos se nossas mães não cuidassem deles?
Copiado de Flickr

Saudações pessoal,

Agora que vocês possuem os textos de Lopez e Ruiperez, após leitura, devem ter notado que existem algumas semelhanças e diferenças entre as análise feitas pelos 2 em relação a série, subsérie e espécie.
E é exatamente isso que queremos saber de vocês.

Atividade:
  • Após leitura da Tese de Lopez e do texto 1.2 de Ruiperez, comente, compare e/ou relacione o que há de semelhanças e diferenças entre as análises feitas sobre: Série, Sub-série e espécie documental.

Está atividade deve ser realizada até o dia 13/05, ás 18:59. Ela é individual, sendo assim, cada aluno deverá deixar sua resposta como comentário nesta postagem.

Postado por: Jonathan de Araujo

domingo, 8 de maio de 2011

Tarefa Obrigatória

Que venham novas cabeças cheias de boas idéias  para nossa Universidade

Olá pessoal,

Após uma importante aula no CEDOC, onde vocês puderam ter maior conhecimento sobre as atividades realizadas no local, a documentação produzida pela UnB e diferentes espécies documentais, vamos agora a alguns exercícios para maior aprofundamento no assunto.
Há alguns dias, trabalhamos na atividade Ciranda Cirandinha, o texto 1 de Mariano Garcia Ruiperez. Desta vez, o texto 1.2, juntamente com o cap 6 da Tese de Lopez (baixar aqui), irão auxiliar vocês na resolução das atividades da semana e que serão discutidos na próxima aula.

Como atividades obrigatórias para serem criadas em seus respectivos blogs e postados os links como comentário nesta postagem até as 18:59 do dia 13/05:
  • Escolher um documento da Atividade Fim de uma Universidade, ou um documento que seja da Atividade Meio exclusivamente de Universidades.
  • Realizar um esboço de análise diplomática e tipológica do documento escolhido nos moldes de Mariano Ruipérez (texto que servirá como base a atividade já encaminhados a todos os alunos).



Aos grupos que não entregaram a atividade do Jogo KIM na última aula ou por email, postarem em seus respectivos blogs e deixar o link da postagem aqui, juntamente com o exercício acima.




 
Postado por: Jonathan de Araujo