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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Memória para uso diário


A aula desta semana consistiu em assistir ao filme "Memória Para Uso Diário" seguido de palestra da Profa. Georgete Medleg Rodrigues, como atividade da Semana de Arquivologia da UnB. Como atividade semanal os grupos de diplomática deverão postar nos respectivos blogs, até às 18h59mim do dia 19/11/2010 as seguintes atividades:
  • escolher ao menos 3 documentos exibidos no filme e promover a análise diplomática dos mesmos;
  • realizar a análise tipológica dos mesmos documentos em pelo menos um dos respectivos contextos arquivísticos do filme, discutindo, quando for o caso, a mudança de função e titularidade (será que um documento pessoal ao ser apreendido pela ditadura tem sua proveniência e função arquivísticas alterada? Exemplificação de situação similar pode ser vista na figura 1 desse artigo; clique aqui para mais referências e/ou acessar a outros materiais relacionados ao artigo);
  • criar uma situação hipotética, pertinente ao respectivo blog e analisar os mesmos documentos tipologicamente.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Diretor do Arquivo de Faro (Portugal) grava mensagem ao blog DTD

João Sabóia, diretor do Arquivo Distrital do Faro saúda aos internautas deste blog e os convida  a conhecer o site do ADF


Acesse aqui post anterior sobre o ADF e seus boletins de divulgação.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

ARQUIVÍSTICA POP

Nos blogs vinculados à disciplina, produções da cultura pop têm sido, recorrentemente, utilizadas como pano de fundo para discussão de conceitos ligados à Diplomática e à Arquivologia. Confirmem essa constatação relendo alguns posts do semestre passado, onde foram explorados filmes como Os irresistíveis Falsários, El Secreto de Sus Ojos, Ilha do Medo, Brazil e Os Falsários.

Escrever de forma leve, criativa, falando da informação arquivística (e seu universo) como algo presente no cotidiano de todos é uma prática que merece ser desenvolvida e encorajada.

Não é raro encontrar nas outras áreas produções, best sellers inclusive, que tratam de assuntos sérios, mas de uma forma acessível ao grande público. Basta ir a qualquer livraria e observar alguns títulos provenientes, por exemplo, da Administração "Quem mexeu no meu queijo", "Como enrolar seu chefe e progredir na empresa"; da Economia "Freakonomics" [freak mesmo!], "O economista clandestino"; ou mesmo da Filosofia "Metallica e a Filosofia: Um Curso Intensivo de Cirurgia Cerebral", "Família Soprano e a Filosofia: Mato, Logo Existo!", Super-Heróis e a filosofia - Verdade, justiça e o caminho socrático".

Essas obras, a partir de narrações alegóricas, apresentam as teorias, métodos e práticas das respectivas áreas de um jeito menos formal e indigesto. A quase promessa de textos diferenciados presente já nos títulos e subtítulos é capaz de atrair qualquer tipo de leitor. Quem não estuda ou trabalha diretamente com Administração, Economia ou Filosofia tem a chance de se familiarizar com os problemas levantados por esses campos do conhecimento e também, num segundo momento, valorar, a seu modo, as soluções e reflexões propostas.

Agora, por que na Arquivologia são tão raras produções dessa natureza? Por que para nós continua tão difícil produzir coisas que fujam da esquizofrenia das apostilas de concurso e manuais de arquivo? Muitas vezes parecemos sufocados pela ligação íntima entre os Arquivos e a proposta do Estado Democrático de Direito, mas em última análise a Arquivologia não é um saber de Estado e podemos, sim, raciocinar fora do cercadinho das burocracias.

É preciso diversificar e dar novos sabores à literatura da área de Arquivologia; os blogs, vistos como incubadoras de idéias onde não há limites para a criatividade, podem ajudar no desenvolvimento desse novo segmento de produção intelectual.

Como exercício, seria muito interessante se, futuramente, os blogueiros diplomáticos de cada semestre se interessassem em compilar, editar e publicar (digitalmente mesmo) um compêndio com seus pequenos ensaios sobre possíveis relações entre a Diplomática/Arquivística e obras do cinema, teatro, música, televisão etc. Pode ser uma estratégia válida na busca do reconhecimento social que tanto almejamos e porque não, também, dos nossos 15 minutos de fama.

Aos interessados, fica a promessa de cooperação de um grande entusiasta da idéia.

Postado por Leonardo Neves Moreira.


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Janice Gonçalves grava mensagem a este blog

Janice Gonçalves (ver Lattes aqui), professora da UDESC e autora do renomado livro sobre classificação arquivísitca (baixe aqui), está presente no XVI CBA e aproveitou a oportunidade para gravar uma saudação aos leitores deste blog. A interface entre classificação e tipologia é bastante intensa e as idéias da professora já foram matéria de postagem de um dos grupos de diplomática de 2009 (veja post aqui).

domingo, 25 de julho de 2010

Entrevista sobre o SAUSP

Um dos primeiros sistemas de arquivos universitários a ser implantado no Brasil foi o SIARQ da Unicamp, O CEDEM, da UNESP veio depois. Nas três grandes universidades de São Paulo o SAUSP foi o último, porém produziu importante material de referência sobre os arquivos universitários, solidamente embasados na teoria arquivísitica.

A coordenadora do sistema, Johanna Smit, que já esteve na UnB proferindo palestra sobre o tema, conta um pouco dos percurso do SAUSP:

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Acesse aqui a página do SAUSP e baixe as publicações de referência.

Sugestão de atividade:
Baixe aqui o "Glossario das espécies...." e o analise à luz das discussões da disciplina.

Postado por André Lopez.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ex-aluno de diplomática propõe atividade de reflexão de filme

Rafael de Almeida, está se tornando em um grande colaborador deste blog. Seguindo à sugestão do filme argentino da semana passada hoje ele faz uma análise do mesmo e propõe um novo desafio. Saiba mais sobre o filme lendo nota em revista virtual de cinema, clicando aqui.



Segue, na íntegra, a colaboração do Rafael, a quem agradeço:

Olá Pessoal,

Bem, pra quem assistiu ao filme percebeu que na Argentina os estagiários também são tratados a esporros, não!? Pois bem... Após o Juiz dar o caso como resolvido e pedir arquivamento do processo, este passa a fase intermediária e fica cerca de um ano semi-ativo, “fora” das atividades administrativas do órgão. Porém, voltemos um pouco às duas seguintes situações:

  1. No ano de 1975 Liliana Colloto é encontrada morta em sua casa; o caso é aberto e o laudo é claro:  homicído qualificado por estupro. Pouco tempo depois dois inocentes são detidos e acusados como responsáveis pelo crime. O que chama a atenção é que um dos oficiais de justiça sabia que havia prendido inocentes e só o fez por promoção pessoal, ou até mesmo por ter noção de sua incapacidade (preguiça) de solucionar o crime; Posteriormente o caso é encerrado e o processo arquivado. Enfurecido com a negligência do colega de trabalho, Benjamín Espósito (Primeiro Oficial de Justiça) permanece com o caso na cabeça e decide agir por conta própria à procura do verdadeiro assassino. O suspeito é Isodoro Gómez, amigo de infância de Liliana, visto em muitas fotos nos álbuns da vítima. Nas fotos em questão, Gómez admira Liliana com um ar de "adoração". Após coletar os dados de Gómez, Benjamín decide negligenciar as ordens de seu Juiz, que o impediu de reabrir o caso e começar novas investigações, invadindo a casa de uma senhora com quem o suspeito trocava correspondências, no intuito de ler tais cartas. Devido as trapalhadas de seu companheiro, Beijamin foge com as cartas e no dia seguinte toda a trama do “fazer justiça com as próprias mãos” vai por água baixo por ocasião de o Juiz descobrir o plano.
  2. Um ano se passa, e tomado por um sentimento de nostalgia, Benjamin decide se dar uma nova chance e solucionar o mistério, contando com a ajuda de sua chefe e Secretária do Juizado, Irene. Ao tomar conhecimento dos planos de Benjamin, Irene responde:
    "Estão me propondo adulterar um documento público oficial que tem minha assinatura e a do Juiz? Falsificar decisões, como também as datas para fazer parecer que a causa está em andamento?"
    E tal procedimento é realizado.
    Desafio 1
    Na primeira situação o processo é encerrado e arquivado mesmo sabendo que o oficial de justiça corrupto coletou informações erradas as registrou na tentativa de mascarar toda a situação para ser promovido. Levando, inclusive, 2 inocentes à prisão por certo tempo. Neste caso, o documento tanto na sua fase corrente quanto na intermediária é autêntico e verídico? Justifique.
      
    Desafio 2
    Para que o processo fosse desarquivado e voltasse a fase corrente foi necessária a adulteração de informações do todo o processo, inclusive assinaturas, decisões e datas. Neste caso, o “fazer justiça com as próprias mãos” volta a vigorar mesmo que de maneira criminosa. Ora, mesmo agindo de tal forma o assassino verdadeiro foi preso e condenado pois desta vez a coleta de informações foi feita de maneira correta. Consequentemente, informações verdadeiras foram registradas em um processo que para ser aberto novamente teve de ser adulterado, caso contrário o criminoso não seria detido. Neste caso o documento é autêntico e verídico? Justifique.


    Desafio 3


    No post da “A Ilha do Medo” foi levantada a discussão sobre a relevância do contexto em que o documento que se encontra. Reexplorando este tema dentro do filme “O segredo de seus olhos”, as fotografias vistas pelo Primeiro Oficial Benjamin foram o pontapé para dar início profundo às investigações. Antes de Liliana Colloto ser assassinada, nos anos anteriores a 1975, as fotografias assumiam um contexto distinto do pós 1975. Compare estes 2 contextos e faça análise tipológica destes documentos no pré e no pós 1975.

    Desafio 4
    Quando Benjamin tomou posse das cartas que o criminoso trocava com a velha senhora, o oficial transcreveu os detalhes mais importantes escritos com a idéia de descobrir os últimos lugares por onde Gómez havia passado, conhecendo suas paixões e gostos, sendo que apenas uma das cartas era recente. A descrição foi a seguinte:
     “12 cartas, 31 folhas em papel fino, menciona 5 empregos, 2 como operário, um como vendedor de verduras e dois sem detalhes. Três localidades fora de Buenos Aires: Monte Grande, San Justo e Avallaneda. 6 nomes próprios: Anido, Mesías, Oleniak, Manfredini, Babastro e Sánchez. Somente uma referência a uma mulher. Uma tal Rosa, provavelmente uma tia.”
    De que forma uma análise tipológica documental contribuiria para desvendar ou descobrir maiores informações sobre os produtores dos documentos?

    segunda-feira, 19 de abril de 2010

    Ex-aluno de diplomática indica filme


    Recebi um e-mail do Rafael, que tem acompanhado nosso blog (afinal no semestre passado ele era um dos alunos-usuários) indicando um filme para análise arquivística.
    Olá professor André, 
    Eu cursei diplomática com o senhor no semestre passado e venho acompanhando o desenrolar da disciplina neste primeiro semestre de 2010 com todas aquelas criações e desafios nos blogs mais uma vez, o que acho interessante. Gostei da exploração do conteúdo abrangendo a temática do filme "Shutter Island" e tudo mais.
    Semana passada eu assisti "El secreto de sus ojos", o filme argentino que ganhou o oscar. E Por falar nisso, um filme incrivelmente bom e plenamente trabalhável na discussão de diplomática e tipologia documental dentre outras implicações na área da arquivística.
    O assunto do meu e-mail se baseia em dar esse toque ao senhor e dizer que vale a pena conferir, apreciar e explorar. Acredito que ainda esteja em cartaz em algumas salas de cinema do DF e, caso não esteja, o filme está disponível pra download na rede. Eu baixei do link abaixo e a imagem e áudio estão excelentes. Então fica a dica! Até mais professor.
    Rafael Almeida de Lima
    O link que ele menciona é esse daqui. No entanto, vosso mestre, por ser um naturalizado digital (e não um nativo, como vocês) não conseguiu fazer o download...

    Além de agradecer ao Rafael, já o convidei para fazer um post-desafio. Preparem-se!

    sexta-feira, 9 de abril de 2010

    A diplomática de Shutter Island



    Em pleno período pós-Segunda Grande Guerra, no ápice da ebulição da Guerra Fria, em 1954, dois agentes da Polícia Federal começam a investigação acerca do desaparecimento de uma das internas de um hospital psiquiátrico, situado na ilha Shutter. A partir daí se desenrola uma série de acontecimentos aparentemente conspiratórios e que atrapalham a saída dos investigadores da tal "Ilha do medo".



    No primeiro momento temos a impressão de que estamos diante de um enredo extremamente pesado, até que Scorcese nos convida a entrar no surrealismo do filme por intermédio da mistura ácida entre a fantasia e a realidade dos sonhos do agente Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio). Mergulhamos num imbróglio de sensações, com a nítida impressão de que o aclamado diretor nos coloca no cerne das alucinações do personagem principal da obra.



    Sabemos que até o presente momento vocês devem estar se perguntando: "o que o filme ter a ver com a Diplomática?". Então vamos aos fatos.



    Em certo ponto do filme são apresentados documentos que inserem o espectador na trilha da investigação. E o entendimento da função destes documentos no contexto do filme é crucial para o desfecho do caso. Somos convidados a interpretar a relação destes registros com os acontecimentos da história.



    Justamente nesse ponto podemos debater alguns tópicos relacionados ao que foi visto dentro da disciplina. Os documentos apresentados pelo diretor no decorrer da história são os seguintes:



    a) "Bilhetinho" encontrado embaixo do piso, no quarto de internação;



    b) Um documento que revela algo sobre um novo integrante da "Ilha do medo";



    c) As fotos de algumas crianças.



    Podemos discutir os conceitos de autenticidade e veracidade destes registros à luz da análise diplomática e tipológica, ainda mais com esse excelente misto de realidade e fantasia. Além disso, é viável questionar se os documentos apresentados podem ser considerados como objeto de arquivo. Por isso, os seguintes questionamentos podem vir à tona:



    a) Os documentos são considerados de arquivo? Por quê?



    b) Quem são os produtores dos documentos?



    c) Que elementos podem atestar a autenticidade e veracidade dos registros?



    d) Qual a função (análise tipológica) destes documentos no contexto da história?



    e) Que nome poderíamos dar para esses documentos, caso fôssemos organizar o arquivo do hospital psiquiátrico?



    Vale lembrar que são apenas reflexões importantes feitas no momento em que estamos vendo o filme. Quem quiser postar algo PODE ficar a vontade. Esse texto os convida tanto à reflexão em termos diplomáticos quanto à curiosidade em assistir ao novo filme do tão aclamado Scorcese. Então, o que você está esperando? Confira o nosso colega Fred (http://www.fredburlenocinema.com) analisando o movie. Corra!



    segunda-feira, 28 de setembro de 2009

    Tarefa da Semana

    E aí? Gostaram do filme? Não gostaram? Bem, gostando ou não, vocês devem fazer uma reflexão do filme Os Irresistíveis Falsários do diretor Helmut Dietl. Lembrando que devem fazer relação com a Arquivística, com a diplomática e com os textos trabalhados.
    FAÇAM OS COMENTÁRIOS INDIVIDUALMENTE E POSTEM AQUI MESMO.

    Na próxima aula vamos analisar os blogs de vocês em sala. Então, aproveitem para atualizá-los e postar os itens que faltam. Não deixem de ir, pois é a oportunidade de sanar todas as questões levantadas na última aula.
    É isso!
    Boa semana e bons trabalhos.