Continuando a discussão sobre a Wikileaks e o acesso às informações sigilosas, o site do Observatório da Imprensa publicou uma boa matéria para debate (ACESSE AQUI!). Nela, Manuel Castells, já citado aqui no blog (AQUI!) enfatiza que não se trata mais de uma " simples" guerra entre os Estados e a Wikileaks. Muito menos uma preocupação com a proteção de dados dos governos; mas sim uma luta entre os Estados e o direito da sociedade civil de acesso à informação. A liberdade de comunicação promovida pela internet é o berço das grandes discussões, realizadas por aqueles que têm o desejo de controlar as informações que circulam na rede.
Antes de criar a Wikileaks, Assenge já declarava o seu caminho:
"Quanto mais uma organização é injusta ou extremamente preocupada com seus segredos, mais o medo de vazamento de informações se aproxima da paranóia entre seus dirigentes e a camarilha dos tomadores de decisão. [A divulgação de documentos] levará inevitavelmente a um empobrecimento dos mecanismos de comunicação interna, à maior retenção da informação e, consequentemente, a um declínio de conhecimentos em toda a organização".
Assim, aumentar o grau de proteção das informações e dissimular dados não seria, segundo os analistas de informação, a melhor estratégia para lidar com a tentação do segredo. Contudo, parece que é essa a via que as organizações estão comprometidas a seguir.
Diante de tudo isso, onde fica a tão aclamada gestão do conhecimento que as organizações tanto preconizam nos dias de hoje? Parece que gerir conhecimentos é tirar informações tácitas de seus trabalhadores, mas no momento de divulgar dados internos das instituições fala-se em segredo. Ademais, gerir conhecimentos é uma via de mão unica? Ou seja, dissemine o que você sabe, enquanto controlo o que eu sei.
Leia abaixo mais uma boa matéria sobre o tema:
Rodrigo Fortes de Ávila




