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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Wikileaks e a gestão do conhecimento


Continuando a discussão sobre a Wikileaks e o acesso às informações sigilosas, o site do Observatório da Imprensa publicou uma boa matéria para debate (ACESSE AQUI!). Nela, Manuel Castells, já citado aqui  no blog (AQUI!) enfatiza que não se trata mais de uma " simples" guerra entre os Estados e a Wikileaks. Muito menos uma preocupação com a proteção de dados dos governos; mas sim uma luta entre os Estados e o direito da sociedade civil de acesso à informação. A liberdade de comunicação promovida pela internet é o berço das grandes discussões, realizadas por aqueles que têm o desejo de controlar as informações que circulam na rede.

Antes de criar a Wikileaks, Assenge já declarava o seu caminho: 

"Quanto mais uma organização é injusta ou extremamente preocupada com seus segredos, mais o medo de vazamento de informações se aproxima da paranóia entre seus dirigentes e a camarilha dos tomadores de decisão. [A divulgação de documentos] levará inevitavelmente  a um empobrecimento dos mecanismos de comunicação interna, à maior retenção da informação e, consequentemente, a um declínio de conhecimentos em toda a organização".

Assim, aumentar o grau de proteção das informações e dissimular dados não seria, segundo os analistas de informação, a melhor estratégia para lidar com a tentação do segredo. Contudo, parece que é essa a via que as organizações estão comprometidas a seguir.

Diante de tudo isso, onde fica a tão aclamada gestão do conhecimento que as organizações tanto preconizam nos dias de hoje? Parece que gerir conhecimentos é tirar informações tácitas de seus trabalhadores, mas no momento de divulgar dados internos das instituições fala-se em segredo. Ademais, gerir conhecimentos é uma via de mão unica? Ou seja, dissemine o que você sabe, enquanto controlo o que eu sei. 

Leia abaixo mais uma boa matéria sobre o tema:



Rodrigo Fortes de Ávila

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Blogs de todo mundo, uni-vos!

A revista Le Monde Diplomatique do mês de janeiro publicou um dossiê especial com um artigo de Manuel Castells, escritor de destaque na Ciência da Informação, reconhecido pela trilogia da era da informação: economia, sociedade e cultura (A sociedade em rede, O poder da identidade e Fim de milênio). Esses livros são essenciais para o entendimento da sociedade atual e para o conhecimento da trajetória da influência que os meios de comunicação adquiriram em nossas vidas.

Castells reafirma o poder dos blogs como um fenômeno e uma nova forma de comunicação de mídia de massa social, atrelado aos movimentos sociais e à reconstrução política. Para o autor, os mecanismos comunicacionais são os principais veículos de transmissão de experiências. E a nova rede que surge por intermédio dos blogs está sendo uma das responsáveis por controlar, desmentir e criar novas informações.

Apesar de estar mais próximo da realidade dos países desenvolvidos, leia e veja que o poder pode estar em nossas mãos (pelo menos para aqueles que têm acesso à internet!):



Rodrigo Fortes de Ávila

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Novos paradigmas, velhos arquivos?


As recentes leituras nos fazem pensar e questionar ainda mais as fronteiras de uso dos arquivos na nossa sociedade. É com esse intuito que disponibilizamos a recente dissertação defendida pelo Gabriel M. F. Bevilacqua, pela USP, no ano passado. ACESSE AQUI.

O trabalho parte de algumas premissas essenciais para se discutir os arquivos numa vertente mais atual:

a) A discussão que se dá na literatura arquivística opera basicamente sobre o solo das instituições de caráter público, esquecendo-se que nas organizações privadas  que os novos paradigmas estão sendo colocados em prática;

b) A mudança de paradigma no uso dos arquivos acontece em duas frentes distintas, ainda que representadas pelo mesmo acervo: b.1- a potencialidade informativa geral, e; b.2 - o valor probatório ou evidencial; 

c) A potencialidade de uso informativo coloca a necessidade de desenvolvimento de sistemas de informação integrados. E é aqui que entra a discussão da dissertação do nosso colega Gabriel, que vai debater os pressupostos teóricos e as aplicações práticas para o desenvolvimento de banco de dados e informatização em arquivos.

Vale a pena a leitura do trabalho para aqueles que estão interessados em seguir a pós-graduação e discutir os arquivos com um olhar de pesquisa. É preciso que se discuta esses pontos para não ficarmos presos às crenças absolutas e dogmatizadas. Quebrar as certezas exige um esforço, mas é ai que se ganha autonomia.

Rodrigo Fortes

domingo, 23 de janeiro de 2011

Requisito da Vez


Olá Pessoal,
depois de um tempo sem requisitos da vez ... aqui estou eu de novo!!!
Esse exercício será feito por etapas:
1) Ler o artigo que argumenta sobre a navegação na web, que se encontra no link: http://www.senac.br/INFORMATIVO/BTS/291/boltec291e.htm
2) Após a leitura, fazer uma análise da navegação dos blogs. Nessa análise deve ser observado com muito rigor o conteúdo, pois ele é crucial para uma boa navegação! Lembrando que seria muito legal utilizar a teoria lida no texto no momento da análise!!!
Até a próxima.

Débora Carvalho

domingo, 17 de outubro de 2010

Texto para 22.10



Boa noite pessoal,

vamos começar as nossas leituras? Então para a próxima aula (22.10) temos um presente para os calouros da disciplina. O texto para leitura obrigatória tem a marca da UnB: é a dissertação de mestrado defendida no ano passado por Rosa Maria Gonçalves Vasconcelos. O intervalo de leitura vai da página 23 até a 57, conforme links abaixo:

Depois da leitura do texto fiquem ligados no blog porque nesta terça-feira teremos novidades por aqui. Muita coisa vai acontecer na próxima aula, preparem-se.

Boa leitura e abraços
Postado por Rodrigo Fortes de Ávila

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

ARQUIVÍSTICA POP

Nos blogs vinculados à disciplina, produções da cultura pop têm sido, recorrentemente, utilizadas como pano de fundo para discussão de conceitos ligados à Diplomática e à Arquivologia. Confirmem essa constatação relendo alguns posts do semestre passado, onde foram explorados filmes como Os irresistíveis Falsários, El Secreto de Sus Ojos, Ilha do Medo, Brazil e Os Falsários.

Escrever de forma leve, criativa, falando da informação arquivística (e seu universo) como algo presente no cotidiano de todos é uma prática que merece ser desenvolvida e encorajada.

Não é raro encontrar nas outras áreas produções, best sellers inclusive, que tratam de assuntos sérios, mas de uma forma acessível ao grande público. Basta ir a qualquer livraria e observar alguns títulos provenientes, por exemplo, da Administração "Quem mexeu no meu queijo", "Como enrolar seu chefe e progredir na empresa"; da Economia "Freakonomics" [freak mesmo!], "O economista clandestino"; ou mesmo da Filosofia "Metallica e a Filosofia: Um Curso Intensivo de Cirurgia Cerebral", "Família Soprano e a Filosofia: Mato, Logo Existo!", Super-Heróis e a filosofia - Verdade, justiça e o caminho socrático".

Essas obras, a partir de narrações alegóricas, apresentam as teorias, métodos e práticas das respectivas áreas de um jeito menos formal e indigesto. A quase promessa de textos diferenciados presente já nos títulos e subtítulos é capaz de atrair qualquer tipo de leitor. Quem não estuda ou trabalha diretamente com Administração, Economia ou Filosofia tem a chance de se familiarizar com os problemas levantados por esses campos do conhecimento e também, num segundo momento, valorar, a seu modo, as soluções e reflexões propostas.

Agora, por que na Arquivologia são tão raras produções dessa natureza? Por que para nós continua tão difícil produzir coisas que fujam da esquizofrenia das apostilas de concurso e manuais de arquivo? Muitas vezes parecemos sufocados pela ligação íntima entre os Arquivos e a proposta do Estado Democrático de Direito, mas em última análise a Arquivologia não é um saber de Estado e podemos, sim, raciocinar fora do cercadinho das burocracias.

É preciso diversificar e dar novos sabores à literatura da área de Arquivologia; os blogs, vistos como incubadoras de idéias onde não há limites para a criatividade, podem ajudar no desenvolvimento desse novo segmento de produção intelectual.

Como exercício, seria muito interessante se, futuramente, os blogueiros diplomáticos de cada semestre se interessassem em compilar, editar e publicar (digitalmente mesmo) um compêndio com seus pequenos ensaios sobre possíveis relações entre a Diplomática/Arquivística e obras do cinema, teatro, música, televisão etc. Pode ser uma estratégia válida na busca do reconhecimento social que tanto almejamos e porque não, também, dos nossos 15 minutos de fama.

Aos interessados, fica a promessa de cooperação de um grande entusiasta da idéia.

Postado por Leonardo Neves Moreira.


domingo, 27 de junho de 2010

Interfaces entre diplomática e classificação.


Na última semana de maio, como desdobramento da discussão sobre a tipologia documental dos Archiveros de Madrid, esse blog lançou um post-motivação relativo á preponderância do documento (caracterizado diplomaticamente e por suas funções) na organização documental em contraposição à adoção de esquemas pré-definidos, pautados pelos conteúdos dos documentos. Em cinco dias houve mais de 30 comentários, que representaram um interessante debate sobre às práticas de classificação adotadas no Brasil, com um olhar crítico às determinações do Conarq. A discussão ainda trouxe à baila os procedimento adotados pelo Arquivo do Estado de São Paulo. Como estado da Federação e, portanto, vinculado à cabeça do Sistema Nacional de Arquivos (SINAR), o AESP não poderia, em tese, furtar-se à resolução 14 do Conarq, ou poderia? 

De qualquer modo, a discussão, a partir da classificação embasada nas espécies e tipos documentais promove um importante debate sobre as práticas adotadas no Brasil, normatizadas por um esquema temático de quase 10 anos de idade. Essa discussão é mais do que necessária para o avanço da área, porém nem sempre é aceita por parte daqueles que detém o poder de chancelar o que é e o que não é arquivisticamente válido no Brasil, independentemente do embasamento teórico e científico. Discussão sobre as posições formais do Arquivo Nacional que minam o tão necessário debate acadêmico foi realizada durante o XV Congresso Brasileiro de Arquivologia em Goiânia, em 2008.  Quem tem medo do debate?


Links relacionados ao tópico:

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Diplomática é discutida em blog da pós-graduação em CI


A disciplina de Metodologia do curso de pós-graduação em Ciência da Informação também está trabalhando com blogs. Lá cada aluno é "estimulado" a ter sua pesquisa desenvolvida e divulgada em blog próprio. Como a turma apresenta alunos com formação bem diversificada, nem sempre os conceitos são inteligíveis a todos. Um dos projetos trabalha com elementos da Diplomática em sua proposta. Visando esclarecer aos demais colegas sobre o conceito o mestrando Leonardo Moreira fez um post didático sobre o que é Diplomática.

Acesse aqui o blog de Metodologia em CI.
Acesse aqui o post do Leonardo.

Sugestão de atividade: acessar e comentar o post do Leonardo no blog dele.


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Você tem fome de quê?

Com todo o "estardalhaço" causado pela matéria da SECOM/UnB em cima da dissertação da Flávia Oliveira, um questionamento ficou batendo aqui na "caixola". Afinal de contas, pra que serve uma universidade? A coordenadora do curso de Arquivologia da UnB, Cynthia Roncaglio, frisou que os conteúdos da mesma não devem estar à mercê dos ditames do mercado. Será que o intuito é formar pesquisadores ou "concurseiros de plantão"? Ou pior, um cara que fica batendo carimbo dentro de uma repartição pública?

O trabalho dos blogs de diplomática versa pela imagem de um laboratório que funciona a céu aberto. De uma simples ideia surgem trabalhos excelentes. E que, inclusive, podem ser aprofundados futuramente num projeto de mestrado. É um laboratório onde a gente brinca, pega os ingredientes, mistura, põe nos tubos de ensaio, e daí pode surgir uma porção promissora. Somos como pequenos cientistas. E o que realmente importa aqui é aguçar a nossa curiosidade.

A finalidade de uma universidade pública deve ser orientada pelo incentivo aos mecanismos de ensino, pesquisa e extensão. Isso pode acontecer num país onde o contracheque de quem está na ponta do processo apresenta estes valores? Tá certo, você vai dizer "o diploma que é dado na solenidade de colação de grau vai ser utilizado como bem entender por quem o recebe". E ainda pode ter a mesma opinião desse tipo aqui. Ninguém faz ideia de quem vem lá.

A impressão que fica é a de que cada canudo com o diploma de graduação representa uma garrafa jogada ao mar, com uma mensagem dentro. E que ninguém sabe em que areia ela vai parar. Mas qual conteúdo o professor, a universidade e o aprendiz devem inserir nessa mensagem? A gente se sente dentro de um restaurante diversificado, onde o aprendiz pega o seu prato e escolhe o que vai comer. A moça do caixa me pergunta: "e ai arquivista, você tem fome de quê? Pegue o seu prato e sirva-se à vontade". Será que você sabe o que quer colocar no prato?

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Flávia Helena Oliveira disponibiliza dissertação

Flávia Oliveira, arquivista e mestre em Ciência em Informação pela UnB, disponibilizou para este blog sua dissertação de mestrado sobre a formação do arquivista na UnB, cuja divulgação equivocada de conteúdos pela SECOM abalou seriamente a imagem do curso de Arquivologia. A autora também aceitou a oferta do blog e deverá, tão logo finalize um artigo, publicar aqui um texto que discuta mais profundamente a situação.

Baixe aqui o trabalho da Flávia e tire suas próprias conclusões sobre a pertinência da críticas da SECOM. Não esqueça de usar o campo comentário para anotar suas opiniões. 

Sugestão de atividade: publique em seu blog uma resenha do trabalho da Flávia. A melhor delas será disponibilizada, na íntegra, nesse blog e encaminhada para o processo de avaliação e análise, com vistas a possível publicação pela Revista Ibero-americana de Ciência da Informação (acesse aqui a página da RICI). Apenas encaminharei o material. A decisão final e a análise cabe ao corpo editorial da RICI.

Ainda não recebi cobranças, mas antes disso me comprometo a dar os resultados pendentes dos desafios anteriores.

EM TEMPO:
O blog Ciência Brasil engrossou às criticas ao ocorrido com a imagem do curso de Arquivologia (acesse aqui post sobre isso)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Coiso, coisa, trem e troço: como é difícil a definição terminológica na Arquivologia.

Muitas vezes as definições terminológicas mais atrapalham do que ajudam nas atividades arquivísticas. O tal do "tipo documental" é um termo ao mesmo tempo fundamental e complexo. Muitos autores concordam com a necessidade de "algo" que indique o "tipo", porém o que seria esse "algo", exatamente, não é assim tão consensualmente definido. O excerto de e-mail abaixo é parte de um debate, ainda longe de se encerrar que o Prof. Bogdan Popovic e eu estamos a tempo levando sobre a questão. O texto em inglês é intraduzível, posto que os dois termos básicos (kind e type) podem significar a mesma coisa em português.
Well, my initial problem raises from translation: I have "kind of records" and "records type". On the other hand, I have in ISAD(g) the term "form", that is--if you ask me--erroneous put there. If you look th ISAD(g) definition, it looks that is either "type" or "kind", but not form: form means in English something standardized, a sort of table: "fill up the application form". That means, ISAD(g) should be improved. (But, note that in Italian "type" is "forma", so here was the point of  mistake). 
Coming back to the initial problem, if you look over the examples associated with MoReq2, you can see they might be referred to also as kind and type.And I had a problem, because I considered "genus" to be more detailed and type/category to be the general one. Because of this, I could not correctly understand nor the Luciana's e-mail, nor your's.
But, you said something yesterday and with the examples on the blog I figured it out: kind is genus and it is the general; type is the category, it is subordinate to the kind/genus, and has, as you brilliantly put it, "attached a function": KIND: report; TYPE (category): customer report or activity report or internal report. 
Para quem não conheceu, o Prof. Bogdan esteve no CID no ano passado, colaborando com as atividades do IV WICI (acesse aqui pequeno resumo sobre ele. Veja as fotos da aula dele para a Arquivologia aqui). Ao lado de suas atividades de arquivista e professor, mantém um blog sobre arquivologia (acesse aqui o Bogdan"s Archival Blog). 


Como se nota, a discussão terminológica é muito árdua e está longe de um desfecho consensual.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Leituras obrigatórias do semestre 1/2010 (É apenas o MÍNIMO)


2) Texto de Duranti - Capítulo 1
 > baixar da rede CID
 >baixar do
4shared

3)
Texto de Bellotto

4) Texto de Duranti - Capítulo 5

> baixar da rede CID
> baixar do 4shared

5)
Grupo de Madrid (acesso da rede CID inconstante devido a problemas na rede)

7) Dissertação de mestrado da Rosa Maria Gonçalves Vasconcelos
>Volume 1 (link alternativo aqui)
>Volume 2.

OBS:
>A indicação das próximas aulas e respectivas leituras foi feita em post anterior (clique aqui para acessar)
>As referências completas em padrão ABNT estão no programa original

O novo sempre vem! (textos 2009)


Como já bem anunciava o nosso querido Belchior:
O novo sempre vem!
Diante de um tapinha nas costas e mais uma cuia de chimarrão bem quente, tomada num banco da praça central de Montevideo, reafirmei ao esperto fugitivo o nosso compromisso com a memória.
Como o Belchior já foi encontrado, aqui você também encontra o registro dos textos de 2009:

domingo, 18 de outubro de 2009

Giovanni Vittani



Boa tarde pessoal,
recebemos uma ótima referência do nosso já conhecido arquivista romeno Bogdan Popovici, que esteve por estes mares nunca d'antes navegados no IV Workshop Internacional em Ciência da Informação, realizado aqui em nossa casa. Trata-se da obra do professor, arquivista, diplomatista e paleógrafo Giovanni Vittani: "Arquivística: Appunti dalle lezioni".
O texto se subdivide em dez capítulos que vocês podem conferir no link acima. Começando pela história da própria Diplomática, passando por definições e noções de caráter geral, até alcançar a metodologia de leitura e descrição do documento. Os capítulos encontram-se do lado esquerdo da página. Clique e confira.

Aproveitem esta dica.
Best Wishes.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Textos

Olá, garotos!
Aqui estão as leituras obrigatórias do curso. Essa postagem sempre será atulizada conforme o andamento da disciplina, por isso fiquem atentos. Tem um link, aqui do ladinho, ------------------> que permite que vocês abram essa postagem imediatamente, sem precisar ficar procurando no Blog.
;)
Boa leitura!
Grupo de Madrid 2
História e arquivo: interfaces
Kit MCeByte

terça-feira, 23 de junho de 2009

Extra, Extra!

Extra, extra!
Você aí que estava precisando de uma ajudinha pra sua análise diplomática e tipológica, tire este pijama porque aí vai um bom exemplo da nossa já conhecida Vanessa Paschoal, ex-aluna da matéria e atual monitora.
E para aqueles que ainda se perguntam o por quê ou o sentido desta bendita matéria na sexta-feira à noite, respondemos com as palavras da própria autora na conclusão do seu trabalho

"A aplicação da Análise Diplomática e Tipológica possibilitou maior compreensão da produção dos documentos existentes no Núcleo de Topografia da Terracap. A partir desta análise foi possível contextualizar a teoria, vista durante o curso, com o processo de criação e arquivamento dos documentos".

Além disso, a autora vai mais adiante, pois entender o documento desde sua criação até seu arquivamento é muito importante para sua classificação e descrição.
Por isso, Vanessa Paschoal salienta a importância desses estudos na medida em que "a Diplomática e a Tipologia documental têm um papel de muita importância na arquivística, pois uma identifica as características do documento e a outra suas funções. Através delas é possível traçar parâmetros para uma padronização de cada espécie documental e o caminho da contextualização dos documentos unitários através de sua organicidade".
Tá bonito, hein?
Então vamos às análises!

Quem quiser o trabalho completo fale com a autora.

DESPACHO DE SITUAÇÃO FUNDIÁRIA I




DESPACHO DE SITUAÇÃO FUNDIÁRIA II

ESPÉCIE: Despacho
FORMA: Original
FORMATO: Processo (Folha Avulsa com Mapa Anexo)
TIPO: Despacho de Situação Fundiária
FUNÇÃO ADMINISTRATIVA: Apresentar o Histórico de uma Área
FUNÇÃO ARQUIVÍSTICA: Comprovar situação Fundiária de uma determinada Área
PRODUTOR: Núcleo de Topografia
GÊNERO: Textual, Imagético e Cartográfico
SUPORTE: Papel Sulfite
DIMENSÃO: A4 (21cm X 27,9) e A3 (27,9 X 42)
SINAL DE VALIDAÇÃO: Logomarca da Terracap, Assinatura dos Engenheiros Responsáveis e Rodapé com Endereço da Terracap
FUNDO: Terracap



Segundo a autora do trabalho, neste ponto surgiram dificuldades na aplicação de seu formulário de descrição diplomática e tipológica. Isso porque o documento textual possuía um anexo do gênero cartográfico, gerando dúvidas se faria a análise num único formulário ou em formulários distintos. No entanto, como um documento complementa o outro e a ausência de um tira o valor do outro, a autora prefiriu considerá-lo como um processo. E por isso sua análise não poderia ser feita separadamente, inclusive a aplicação do formulário.




SOLICITAÇÃO DE SERVIÇO




ESPÉCIE: Solicitação de Serviço
FORMA: Original
FORMATO: Folha avulsa
TIPO: Solicitação de Levantamento Topográfico
FUNÇÃO ADMINISTRATIVA: Requer Levantamento Topográfico
FUNÇÃO ARQUIVÍSTICA: Comprovar a execução do Levantamento Topográfico
PRODUTOR: Núcleo de Topografia
GÊNERO: Textual SUPORTE: Papel Sulfite
DIMENSÃO: A5 (14,8 X 21)
SINAL DE VALIDAÇÃO: Logomarca da Terracap e Autenticação Mecânica
FUNDO: Terracap



MEMORIAL DESCRITIVO




ESPÉCIE: Memorial
FORMA: Original
FORMATO: Folha Avulsa
TIPO: Memorial Descritivo de Área
FUNÇÃO ADMINISTRATIVA: Descrever Tecnicamente a Área Levantada
FUNÇÃO ARQUIVÍSTICA: Comprovar Coordenadas Descritas
PRODUTOR: Núcleo de Topografia
GÊNERO: Cartográfico
SUPORTE: Papel Sulfite
DIMENSÃO: A4 (21 X 27,9)
SINAL DE VALIDAÇÃO: Logomarca da Terracap, Assinatura do Engenheiro Responsável e Rodapé com Endereço da Terracap
FUNDO: Terracap

segunda-feira, 25 de maio de 2009

PROGRAMA DE DISCIPLINA

Diplomática e tipologia documental

Prof. Dr. André Porto Ancona Lopez (apalopez@gmail.com)



Ementa



Estudo dos caracteres extrínsecos e intrínsecos dos documentos: espécie, gênero. tipo, forma e formato dos documentos de arquivos.



Objetivos



Estudar a organização arquivística de documentos arquivísticos contemporâneos em função da tipologia documental e suas inter-relações com a diplomática.



Conteúdo programático



a) arquivos contemporâneos, a nova diplomática e tipologia documental.

b) definição das características diplomáticas do documento;

c) modelos de análise diplomática;

d) modelos de análise tipológica;

e) proposta de análise para documentos contemporâneos;



Metodologia do curso



O conteúdo programático será desenvolvido por meio de aulas expositivas, atividades de leitura, discussão em sala de aula, palestras de convidados, e atividades práticas.



Avaliação

A avaliação consistirá em:

a) prova escrita individual (peso 3)

b) atividade individual, escrita, de cunho analítico (peso 1).

c) avaliação contínua: trabalhos em sala, seminários e/ou relatórios escritos (individuais ou em grupo) (peso 1).



Bibliografia mínima de aula



Bellotto, Heloísa Liberalli. Como fazer análise diplomática e análise tipológica de documento de arquivo. São Paulo: Imesp/Arq-Sp, 2002. (projeto Como Fazer, 8)



Duranti, Luciana. Diplomática: usos nuevos para una antigua ciencia. Trad. Manuel Vázquez. Carmona (Sevilla): S&C, 1996. (Biblioteca Archivística, 5).



Carvalho, Fábio. Porcelana Brasil: guia de marca: guia prático para identificação de louça de mesa e louça decorativa fabricada no Brasil. São Paulo: All Print, 2008. (ver também em www.porcelanabrasil.com.br)



Grupo de Archiveros Municipales de Madrid. Tipologia documental municipal 2. Arganda del Rey: Ayuntamiento de Arganda del Rey, 1992.



Grupo de Trabajo de Archiveros Municipales de Madrid. Manual de tipologia documental de los municipios. Madrid: Consejeria de Cultura de la Comunidad de Madrid, 1988. (Archivos, Estudios, 2).



Lopez, André Porto Ancona. Tipologia documental de partidos e associações políticas brasileiras. São Paulo: História Social Usp/ Loyola, 1999. (Teses).



_____.História e arquivo: interfaces. In: MORELLI, Ailton José (org). Introdução ao estudo da História. Maringá: EDUEM, 2005; p.21-34. (Formação de Professores EAD, 27).



Rodriguez Barredo, Julia Maria. El trabajo en grupo y la organización de un archivo municipal. In: Congresso Brasileiro de Arquivologia, 10º, 1994, São Paulo. Anais do 10º Congresso Brasileiro de Arquivologia: rumos e consolidação da arquivologia. São Paulo: Associação dos Arquivistas Brasileiros (Núcleo Regional de São Paulo), 1998. (Cd-Rom).



Bibliografia Complementar



A bibliografia que se segue indica as principais referências que serão feitas e utilizadas em aula, sem ter a pretensão de ser exaustiva.



Bellotto, Heloísa Liberalli. Arquivos permanentes: tratamento documental. 2 ed. Rio de Janeiro: Fgv, 2004 —. Tipologia documental em arquivística. Revista do Arquivo Municipal, São Paulo, n.195, p.9-17, jan./dez. 1982 —. Tipologia documental em arquivos: novas abordagens. Arquivo Rio Claro, Rio Claro (SP), v.9, n.1, p.4-15, jan. 1990.



Berwanger, Ana Regina e Leal, João Eurípedes. Noções de paleografia e diplomática. 2ª ed. Santa Maia: Edufsm, 1995.



Bartlett, Nancy. Diplomatics for photographic images: academic exoticism? The american archivist. Chicago: The Society of American Archivists, v. 59, p.486-494, fall 1996.



Carucci, Paola. Il documento contemporaneo: diplomatica e criteri di edizione. Roma: La Nuova Italia Scientifica, 1987. (Beni Culturali, 1). —. Le fonti archivisiche: ordinamento e conservazione. 3 ed. Roma: La Nuova Italia Scientifica, 1989. (Beni Culturali, 10). —. Tipologia, carattere della documentazione, problemi organizativi. In: —. Gli archivi per la storia contemporanea: organizzazione e previzione; atti del seminario di studi, Mondoni, 23-25 febbraio 1984. Roma: Ministero per i Beni Culturali e Ambientali, 1986. p.71-90. (Publicazioni degli Archivi di Stato, 7). —. et al. Documento y archivo de gestión: diplomática de ahora mismo. Carmona (Sevilla): S&C, 1994. (Biblioteca Archivística, 2).



Cortés-Alonso, Vicenta. Observaciones sobre técnicas descritivas de archivos. In: Pontificia Universidad Catolica del Peru. Instituto Riva-Aguero. Descripción de documentos archivisticos: materiales de trabajo. Lima, 1979. p.7-17. —. La escritura y lo escrito: paleografia y diplomática de España y América en los siglos XVI y XVII. Madrid: Instituto de Cooperación Iberoamericana, 1986.



Crespo, Carmen. Terminología de archivos: instrumentos de trabajo. In: Homenaje a Federico Navarro: miscelánea de estudios dedicados a su memoria. Madrid: Anabad, 1973. p.89-96. Diccionario de terminología archivística. 2 ed. Madrid: Ministerio de Cultura, 1995. (Normas técnicas de la Subdirección General de los Archivos Estatales, 1).

Dicionário de terminologia arquivística. São Paulo: Aab-Sp; Secretaria de Estado da Cultura, 1996.



Duchein, Michel. O respeito aos fundos em arquivística: princípios teóricos e problemas práticos. Trad. Maria Amélia Gomes Leite. Arquivo & administração. Rio de Janeiro, v.10-14, n.1, p.14-33, abr. 1982/ago. 1986.



Duplá del Moral, Ana. Plan Regional para los archivos municipales de la comunidad de Madrid. Madrid: Consejeria de Cultura de la Comunidad de Madrid, 1985. (Archivos, Estudios, 1).



Duranti, Luciana. —. Registros documentais contemporâneos como provas de ação. Trad. Adelina Novaes e Cruz. Estudos históricos. Rio de Janeiro, v.7, n.13, p.49-64, jan./jun. 1994.

Fernández Hidalgo, Maria del Carmen e García Ruipérez, Mariano. Los pósitos municipales y su documentación. Madrid: Anabad, 1989. (Documentos).



Gonçalves, Janice. Como classificar e ordenar documentos de arquivo. São Paulo: Aesp; Aab-Sp, 1998. (Projeto como fazer, 2).



Heredia Herrera, Antonia. El princípio de procedencia y otros principios de la archivística. São Paulo: Arq-Sp, 2003. (Scripta, 5).



Lo Schiavo, Rita de Cássia Martinez. A organização dos arquivos do mundo do trabalho do Brasil: plano de classificação do arquivo permanente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo. Boletim do Arquivo. São Paulo: Aesp, v.4, n. 1, p.9-21, jan.-jun. 2002.



Lodolini, Elio. Archivística: principios y problemas. Trad. Mercedes Costa Paretas. Madrid: Anabad, 1993. (Manuales). —. El problema fundamental de la archivística: la naturaleza y la ordenación del archivo/Artxibistikaren oinarrizko arazoa: artxiboaren izaera eta antolaketa. Irargi: revista de archivística/artxibistika aldizkaria, Vitoria (Gasteiz), Servicio Central de Publicaciones del Gobierno Vasco, v.1, n.1, p.27-61, 1988.



Lopez, André Porto Ancona. Arquivos pessoais e as fronteiras da arquivologia. Gragoatá: Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras. Niteroi: Uff, n. 15, Acervos literários, p.69-82, 2º sem. 2003.



—. La Clasificación archivística como una actividad previa para la descripción de documentos imagéticos. Anales del 1er Congreso Internacional sobre Imágenes e Investigación Social. Ciudad de Mexico: Instituto Mora/Conacyt, 2005.



—. As razões e os sentidos: finalidades da produção documental e interpretação de conteúdos na organização arquivística de documentos imagéticos. Tese de Doutoramento. São Paulo: Programa de Pós-Graduação em História Social da Fflch-Usp, 2000.



Martín-Pozuelo Campillos, M. Paz. La construción teórica en archivística: el principio de procedência. Madrid: Universidad Carlos III; Boletín Oficial del Estado, 1996. (Cursos, 5).



Menne-Haritz, Angelika. What can be achieved with archives? In: The concpet of record: report from the Second Stockholm Conference on Archival Science and the Concept of Record, 30-31 maio 1996. Stockholm: Riksarkivet, 1998. p.11-24.



Otamendi, Alberto F. J. Tipología documental. Boletin de la Asociación Archivistica Argentina, Buenos Aires, v.9, n.16, p.28-31, ago. 1979.



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